8 de Novembro de 2009

No meu programa de televisao preferido aqui da ilha, o Later... with Jools Holland, que mais nao e' que um estudio cheio de bandas a tocar ou a falar 'a vez, esteve o seguinte line-up:

Foo Fighters, Norah Jones, Sting, Ginger Baker (baterista dos Cream), Stornoway (banda de putos de Oxford) e Erik Mongrain (um Canadiano que toca guitarra como ninguem, literalmente.)

E agora vou ver se trabalho...

24 de Agosto de 2009

MHz

Desde há cinco dias que o meu viver passou a ser diferente. Vivo com a minha namorada.
Sempre disse que não gosto muito dessa palavra, namorada, parcialmente sem saber explicar o porque desse desgosto, sinto-me agora porém mais lúcido para o definir. Namorada é um adjectivo.

Quando se pergunta quem é esta pessoa? Responder é a minha namorada, como se essa fosse a totalidade do seu ser peca, eu acho que peca. Esta pessoa não existia mas agora cumpre a função de namorada e é isso que ficará a saber quem dela perguntar. Ora, se queremos ser reservados na resposta e não adiantar muito acerca da identidade da pessoa, prefiro dar o nome da dita. E resistir a demais inquisicoes.
Se ao desejo da pergunta se eleva o da resposta, pois começar pelo nome também não me parece um mau inicio.

Esclareço assim a necessidade da namorada ter mais além.

Lembro-me de ter ficado fascinado numa aula teórica de som, quando o professor apresentava as formas de propagação do som.
Sem entrar muito em tecnicalidades o som, assim como a luz, pode propagar-se em ondas curtas, longas e até ouçam só, médias.

Estas ondas, são como pessoas, as longas propagam-se de forma pouco forte (ouvimos radio, por exemplo com as restantes) através da superfície terrestre e se as pudéssemos visualizar, não veríamos uma onda, apenas um traço algo curvo, apenas uma fracção da onda em vez da total elipse da mesma.

Viver com uma pessoa é imagino, igual a uma aula de musica onde se aprende a dividir uma musica por instrumentos.

Vivo com uma mulher, com uma amiga, com uma confidente, com o outro lado do beijo. Com uma pessoa. Eu moro no seu refugio. Eu sou essa morada. (qualquer dia crio raízes nela, de tantos dias seguidos sem ir trabalhar.)

Ela tem um trabalho sério, daqueles que se estuda muito para obter e depois ainda mais para manter. Passa muito tempo fora de casa. No que eu trabalho é irrelevante, mas passo muito tempo em casa, sozinho.

Curioso como num passado recente praticamente não a via, mas estava permanentemente acompanhado. Agora vejo-a todos os dias e passo os dias sozinho, mas não só.

Das muitas coisas boas que viver com amigos nos dá, uma delas não é a oportunidade de estarmos sós com o nosso ser ou estar.

Sinto-me a redescobrir um amigo que já não via há algum tempo. Digo amigo porque nunca tive muita tendência para a auto-destruição, isso é um luxo dos ricos como a cleptomania por exemplo.

Quando vivemos com amigos, não estamos apenas, somos também um pouco deles. Quando se vive com amigos, ou outras pessoas, durante quatro anos, a individualidade esbate-se. Talvez não aconteça com todas as pessoas, mas comigo que sou do tipo romano emocional (aglutinador de impérios existenciais), sem duvida é esse o caso.

Esta mudança teve lugar há pouco tempo e assim vou descobrindo-a e todo o seu comprimento de onda, vou descobrindo-me. Somos ondas longas. Todos nós.

21 de Junho de 2009

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Descubro o Dostoievski entre o Turgueniev e o Tchekov através d’Ela.
É daquelas descobertas como se participasse dum jogo de orientação. Ora o caminho de A a B é este, mas por aqui também és capaz de ir lá dar.
Interrompi a Idade da Razão do Sartre e tudo começou pelo fim, resolvi ler um livro deste e já enquanto, tratava-se do terceiro tomo de uma trilogia. Não cessei e deixei o Delarue pegar na espingarda, mais tarde tomei posse do segundo tomo e arrumei-o na prateleira dos “ainda não”. Até há pouco tempo lia o primeiro.
Se a compra do segundo foi uma verdadeira pechincha de achado, já o primeiro foi a volúpia de achar a lua por queijo. Que delicia ter nas mãos uma edição de 1971 da Penguin, Capa parcialmente preta, parcialmente Guernica. Tradução… terrível. Não consegui suportar mais a insistência do tradutor em traduzir toda a angústia francesa de existir por um só insistente adjectivo, disgust.

“Donde cortaste tu este nariz, grande animal? – gritou ela furiosa. – Canalha! Bêbado! Vou entregar-te à polícia, malvado! Ouvi já dizer a três pessoas que tu puxas de tal modo pelos narizes ao barbear que ficam presos por um fio. ” in O Nariz de Nicolau Gogol
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19 de Junho de 2009

Granda filme

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Two Lovers
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17 de Abril de 2009

IV Anni

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Hoje passa-se o segundo dia e quatro anos desde que cheguei a Londres.

Pessoalmente, acho refrescante olhar com concentração semicerrada para trás e dar uma boa espreitadela no que se passou, na pessoa que era e no que fiz, para além de que desde que fui assaltado com um pontapé nos costados não mais consigo andar na rua com alguém a soltar passos largos atrás de mim sem dar uma espreitadela para o que há de vir. Penso que é um bom exemplo de como o futuro nem sempre está à minha frente.

É comum perguntarem-me porque escolhi Londres a Lisboa. Para um Inglês não tem cabimento aceitar os winter blues de livre vontade. Eu respondo que foi por razões económicas, razões de progressão na Indústria em que sem tentar me encontro. Quando a pergunta é feita num mesmo sujeito verbal tenho vindo a responder que em Lisboa não sabia mais quem era, que só em Londres, ou em qualquer outro sítio suficientemente distante de casa poderia passar por situações em que só o eu contava, tratando-se de uma hot potato ou de brownie points.

Foi então menos fuga do que perseguição. Acho, este rito porque passei (talvez ainda passe), acabaria sempre por me encontrar aqui, em Lisboa ou em qualquer outro sítio. Era em retrospecto uma questão de tempo mais que espacial.

Agora vou fazer uma lista dos meus amigos para ver quem são os meus connectors, uma ideia que está no Tipping Point do Malcolm Gladwell, um livro sobre e não de Marketing... mas é ao de leve prometo.
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24 de Março de 2009

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"The only truth is the state were in" ou qualquer coisa assim disse o Charlie Kaufman agora numa entrevista.
"Qualquer coisa assim" é talvez a melhor forma de descrever a minha falta de memória a curto prazo.
Esqueço-me tanto como qualquer outra pessoa mas quando a isso se junta desorganização uma sensação de perca de tempo assombra-me como nenhuma nuvem cinzenta londrina consegue mimicar. não me esqueci contudo do que, como defini-la? a minha guru alemã disse.
André andas em modo cruzeiro e por escolha tua... tua... ua... ecoa desde então e reverbera na voz do meu senhorio, que por sinal tem falhas de memória do estilo "Viste o cão? O cão ainda está no jardim?" Nós não temos cão. ...e na voz de um amigo.

Ando em modo cruzeiro, é um facto que um outro amigo me diria eu não preciso de justificar, mas preciso pelo menos a mim e restantes mentes nas quais gosto de ressoar, neste caso nesta forma "Macro Twitter". Sou só eu quem acha que o Twitter é a coisa mais parva de sempre ou, reduzindo o ênfase, do momento.
Eu não sei o quero fazer quando for grande e assim espero que as respostas venham ter comigo não se trata de um caso em que eu não faça as perguntas ou escolha caminhos quando deparo com encruzilhadas, o que eu faço é esperar que as respostas venham ter comigo e não construo os meus próprios cruzamentos vou antes andando até chegar a um.
O problema estará na premissa, na crença de que todas as respostas irão mais cedo ou mais tarde concluir um final feliz qual filme de bollywood em inglês. Também estará na atitude de que para conseguir algo bom é preciso passar por algo eventualmente mau. Eu, presumindo que de facto passei algo mau, deixando para segundo plano a possível discordância de alguém que tenha sido por exemplo engolido por uma baleia azul nos mares gélidos do Alasca, terei a noção quantificante e consciente do quanto de bom usufruo no presente?

O Presente é sem dúvida uma oferta no sentido gratuito por menos divino que seja, mas é para além disso continuo e se o restringir ao passatempo de esperançar algo melhor não tomarei mão nas correntes em que me desloco.

10 de Março de 2009

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4 de Março de 2009

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18 de Dezembro de 2008

Prioridades

Está mesmo a apetecer escrever-me.
Está uma lasanha no frigorífico.
Os meus amigos chegam daqui a uma hora.
Os dados para o work placement ainda não os enviei.
Tenho as prendas.
Não tenho papel de embrulho.
Preciso dum computador?
Compro-lhe bilhete de comboio para Lisboa?

26 de Setembro de 2008

É como se fosse

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"Não te preocupes, não estás atrasado."

Mas estou, por escolha minha e pelo devir constante e aleatório que é como ele está bem. Porque lá em casa quando eu era pequenino sempre ouvi dizer que isso de estar tudo a correr bem não é bom sinal.

Depois de encher um copo com água e sentar-me num lugar vazio, percebi o que a Pam queria dizer. Nunca é tarde para voltar a estudar.

"Arts Management" não seria o curso que teria escolhido para estudar aos 18 anos caso tivesse terminado o 12º ano, mas é o curso em que depois de 8 anos a trabalhar em televisão e depois de 1 hora numa "Open Evening" falar com professores, decidi embarcar (tudo o que é desafio tem algo de náutico para mim).

Eu sei o que quero deste curso, não sei se o vou conseguir, mas o professor disse que gostava da minha atitude e que eu estava no caminho certo por isso continuei e fui fumar um cigarro lá fora.

Voltei a sentar-me e ouvi uma senhora responsável pelo financiamento às Artes no Reino Unido falar como se só eu estivesse na sala, dei-lhe toda a minha atenção, assim de mão beijada, logo, imediatamente! Mas nem houve daquelas dúvidas: será que ela tem alguma coisa de interessante para dizer com um corte de cabelo daqueles? Nada disso, conquistou-me completamente, pior que uma feirante a receber beijos de um politico. Uma vergonha.

É como se fosse o primeiro dia na faculdade.
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14 de Agosto de 2008


Esta fotografia é dedicada ao Sr. Bartolomeu de Gusmão.

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10 de Julho de 2008

Equação

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Tony Takitani
v
The Men who fell from grace with the Sea
=

?
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4 de Julho de 2008

Carta aberta ao Sr. Saramago

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Caro Senhor José de Sousa Saramago,

Acabei de ler "O Conto da Ilha Desconhecida". É agora e para sempre, o primeiro livro escrito por si, que li.
Contudo, não é o seu primeiro livro que leio em Português, esse ainda não existe. Existe. Ainda não o li, para ser preciso.

Sou Português e li o meu primeiro livro seu, em inglês.
Primeiro lamentei o facto consumado, invocando a negrito as minhas fronteiras. Essas fronteiras, servem apenas para saudar alguém que as passa, como fazemos quando recebemos alguém em nossa casa.
Mas a verdade é que, a principio o instinto atraiçoou-me ao achar que o atraiçoava a si e a mim e à língua portuguesa. Essas fronteiras poderiam ter adiado a leitura do conto mais bonito que li até hoje. Eu que achava esse prémio intransmissível para fora das "Estórias Abensonhadas" do Sr. Mia Couto.
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Anseio agora ainda mais por poder ler os seus livros na nossa língua, antes admito não estava nos meus próximos planos fazê-lo.
A minha Biblioteca local fez um favor à língua portuguesa ao disponibilizar-me livros seus, seja em que língua for.
Gostei muito do seu conto, as 42 páginas que o completam sabem a pouco, espero o crescer de raízes entre nós para poder partir em busca dessa ilha desconhecida que é a sua escrita.

Os melhores cumprimentos,

André de Matos Torres
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25 de Junho de 2008

Depois das Férias - Parte um

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Primeiro acelerei até à Porta 22, mas esta dizia Genebra e eu queria Londres, enquanto o Sérgio foi à casa de banho, fiquei a esperar. o Sol das 20 horas desfragmentava-se como só o faz nas janelas grandes dos corredores para portas de embarque e fazia-me os olhos pequeninos.

Nesse latejar de pupila, quis deixar uma mensagem para os meus amigos, para todos os os meus amigos com quem não estou sempre, de quem não sei tudo, sempre, a quem é complicado exprimir saudades, desabafos, estórias e tudo o resto em quantidades de tempo quantificadas por copos de vinho.

Sei que não vens comigo, mas queria desejar-te. Boa viagem.
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Pupila = abertura da íris dos olhos por onde passam os raios luminosos que vão impressionar a retina
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29 de Maio de 2008


O Caderno Vermelho do Paul Auster foi o primeiro livro-coincidência que li. [Os livros-coincidência afectam sobretudo seres narcisistas e egocêntricos, que lêem muitos livros e julgam não ser importante equacionar que o binomio quantidade-probabilidade talvez possa ter alguma relevância na coincidência.]
Li-o num jardim interior. Sou facilmente seduzido por e quando em jardins de quatro paredes sem tecto.

Livros são psicologos, mas mais baratos. Ao leres vais imaginando o que farias em determinada situação, desde aqueles artigos na Reader's Digest do lenhador que escorregou em plena floresta perto de Milwaukee e cortou a jugular com a serra eléctrica, ou... o Matthieu do Sartre que resolveu ser valente, pegou numa espingarda e marchou para a sublimação.

Um senhor canta aqui ao meu lado e repete a palavra lifeline, É por acaso é? Seria, caso eu não fosse agora escrever sobre a ideia que me surgiu ao atravessar a ponte. [Atravessar a ponte nunca mais foi a mesma coisa desde que juntei o facto da corrente de alguns rios ser fortissima e o velho que transporta o Siddharta do Herman Hesse me ter revelado que ao ser atravessado, o rio leva-nos o que de passageiro temos. desde então, é muito devagarinho que chego ao outro lado.] A última vez que o fiz, assustou-me que sejam os livros que tenho lido que me escolhem e não o inverso.

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Não te escreverei poemas.

Assim fechei a frase, com ponto a pé, a porta.
A tua pele não é textura e os teus olhos não são geologicamente descritiveis.
Podes tirar as conclusões que quiseres dos meus segundos sentidos, mas deixa-me tirar-te o cabelo dos olhos.
Se te comparei, tinha inscrita em mim a inexperiência do tacto.
Não és um instrumento que o com tempo se começa a apanhar meios-tons.
E que tipo de construção atroz iremos nós construir quais pilares num poema árabe?
Não, não posso dizer-te ao certo o que antes me fazia escrever poemas pluviamente, mas tu também ainda não me explicas-te o que estavam a fazer tantas esculturas tuas no V&A.

Ou

"In that world I saw a sea of sand as fluid as water; I saw stones, both large and small, that attracted one another like iron and a magnet. When they came together, they could not come apart without someone intervening, just as when one takes the iron away from the magnet without the magnet being able to hold on. But if one fails to separate them, these stones continue to stick to one another at a set distance; when they are all joined, they have the form of a ship. I myself saw a small vessel with two hulls. When a boat is thus constructed, its passengers jump into the sea, and then they embark for wherever they wish." Ibn 'Arabi
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2 de Maio de 2008

Ideias soltas... AH!

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Existem dias para escrever. Outros para não escrever. Eu sempre achei que essa regra simples de opostos se me aplicava. Hoje é um desses dias. de não escrever. Se fosse dia de escrever, não pensaria nisso, não escreveria sobre isso.
Existem momentos em que escrever é uma necessidade, tais momentos são tão dramaticamente difíceis de conter como têm o pior de sentido de oportunidade. Partindo da incontornável premissa que papel e caneta nunca estão na mesma dimensão física que o escriba, versos brilhantes e inícios de argumento vencedor de prémios surgem sempre naquele puxar de edredão para cima e primeiro suspiro de almofada.
Filmes. Bons filmes, com música introdutória de António Carlos Jobim são bastante eficazes para o surgimento de ideias brilhantes.

Três. É o terceiro ratinho que apanho, ou minky, como lhes chamamos aqui em casa. Londres proporciona-nos coisas extraordinárias, sinto-me que nem um aviador da RAF a contar os Messerschmitt
que abateu. Gosto de caçar e o facto de cada um destes house mouse que apanhei ser incrivelmente parvo, não me retira a glória! Era ele ou eu.

Se escrevi escriba e não escritor há pouco, por intenção foi.

Julgo que não pertenço ao grupo de pessoas que tem ideias originais, se fosse um império seria o romano, podes continuar aí com os teus modos diferentes do meu, faz como se não estivesse aqui, mas agora pertences-me. Se não te importas enquanto estou por aqui vou estudar-te, decifrar-te e enviar-te para o alçapão onde me esqueço de coisas, mais tarde um destes dias, num vinho branco frio e seco, sirvo-te a ti.

Tenho de comprar um gira-discos, um amplificador e pronto.

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